Fonoaudiologia

Dificuldade de aprendizagem, como a família pode influenciar?

Hoje vamos falar um pouco sobre dificuldade de aprendizagem. Sou fonoaudióloga e trabalho em uma Escola de Educação Complementar, onde atendemos crianças e adolescentes com várias deficiências, desde físicas, síndromes e dificuldade de aprendizagem.

Essa alteração está relacionada aos problemas que não decorrem de causas educativas, ou seja, aquelas dificuldades que, mesmo após uma mudança na abordagem educacional do professor, o aluno continua apresentando os mesmos sintomas. Isso aponta para a necessidade de uma investigação mais aprofundada, que determinará quais são as causas da dificuldade em questão.

Para a identificação de alguma possível dificuldade de aprendizagem, o papel do professor é fundamental. Afinal, ele tem contato diário e próximo com o aluno, além de ter fácil acesso aos grupos que o cercam — família, amigos e outros professores. A rotina da escola – realização de tarefas em grupo, simulados e outras atividades – também é muito propícia para identificar queixas dos alunos que podem apontar (ou não) para casos de dificuldade de aprendizagem. Porém, antes de lançar qualquer possibilidade de diagnóstico, é preciso que o aluno faça uma avaliação especializada com profissionais da área de saúde como neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo.

Sabe-se que nunca há uma causa única, para o fracasso escolar, mas sim, uma conjunção de valores que interagem, uns sobre os outros, que imobilizam o desenvolvimento infantil. Toda criança tem seus pontos fortes e seus pontos fracos na aquisição do conhecimento, algumas têm capacidade de ouvir e possuem um processo de assimilação ágil, que faz com que administrem muitas informações apenas ao ouvir, já outras, têm a facilidade com o visual, aprendem melhor lendo e escrevendo.

Saber reconhecer quando a criança apresenta alguma dificuldade na aprendizagem, já é o primeiro passo para entender sua limitação específica e para não rotular de “lenta” ou “preguiçosa”. Estes rótulos exercem um efeito negativo sobre as competências que estão preservadas, uma vez que abalam a autoestima da criança.

Quando os pais e a escola conseguem oferecer um diagnóstico e ajuda adequada, muitas crianças demonstram melhora significativa e observa-se uma sensível redução nos conflitos emocionais resultantes do contínuo fracasso.

Portanto, a família pode contribuir com a criança, tendo cuidado para não rotular, com falas negativas, observar todas as dimensões que estão gerando problemas na aprendizagem, sejam elas, comportamentais, cognitivas, emocionais, biológicas e sociais. O reconhecimento e o elogio são muito importantes para que a criança ultrapasse essa fase difícil de forma tranquila para seu melhor desempenho escolar. É importante a participação e olhar diferenciado no ambiente familiar.

Fique atento, se seu filho estiver apresentando alguma dificuldade escolar, observe tudo o que pode estar afetando de alguma forma e nunca rotule, ajude seu filho ou essa criança que está próximo a você, a vencer essas dificuldades e claro, procure ajuda especializada.

 

 

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